
À frente das negociações em resposta ao impacto das pesadas tarifas de 50 % impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, vem construindo uma imagem de liderança pragmática e de interlocutor de peso junto ao empresariado, o que o projeta como opção viável para a disputa eleitoral no futuro — seja na vice-presidência, seja no Governo de São Paulo.
Assumido como coordenador da reação federal ao “tarifaço”, Alckmin montou uma ofensiva articulada com os setores produtivos e com o caminho diplomático internacional. Comitês foram instalados, reuniões foram realizadas e sua atuação tem sido marcada por diálogo estruturado, fundamentos técnicos e proximidade com os empresários, especialmente em São Paulo.
Depois de assumir essa liderança, Alckmin passou a ser visto como ponto de confiança por setores econômicos críticos, representando equilíbrio e capacidade de articulação nos momentos de crise. Em coletiva e entrevistas, o vice-presidente repete com firmeza que a tarifa é “injustificável”, e que gera prejuízo não apenas ao Brasil, mas também aos EUA — ressaltando o caráter “perde-perde” da medida.
Ao mesmo tempo, mobilizou governadores como o do Ceará, Espírito Santo e Maranhão, e dialogou com representantes das big techs e da indústria paulista e nacional, reforçando sua imagem de gestor articulado entre governo, setor produtivo e diplomacia.
PROJEÇÃO POLÍTICA – Essa capacidade de articulação e a reafirmação de um perfil técnico e confiável já reverberam no campo político. Empresários paulistas, preocupados com a fragilidade do governador Tarcísio de Freitas após o anúncio das tarifas, passaram a defender que Alckmin “troque Lula pelo governo de São Paulo”. Seu nome surge com força como alternativa para liderar o Estado, dado seu histórico como governador por quatro mandatos e sua conexão com o setor produtivo.
No plano nacional, analistas dentro da base aliada apontam que a atuação frente ao tarifaço agrega capital político à sua figura como peça-chave em uma eventual chapa, seja para reforçar a reeleição, seja em outra composição, e até avaliam sua viabilidade como candidato ao Senado ou ao governo paulista, conforme estratégia prioritária.
Embora o vice-presidente evite anúncio formal sobre candidaturas, ele já sinalizou que vê a economia como tema central da eleição de 2026, destacando medidas como a reforma tributária e o controle da inflação, sem descartar postulações futuras, inclusive pelo Estado.
A coordenação da resposta brasileira ao tarifaço de Trump conferiu a Geraldo Alckmin uma robustez institucional e política renovada. Sua atuação articulada, baseada em diálogo estratégico, mobilização econômica e sensibilidade regional, não apenas fortaleceu sua reputação como vice e ministro, como também o coloca como protagonista num cenário eleitoral em formação. Seja como opção à sucessão presidencial de Lula ou como alternativa competitiva para assumir o governo de São Paulo, Alckmin se reposiciona com vigor, responsabilidade e credibilidade política.










