Prisão de Bolsonaro não une direita, e caminho para 2026 segue empacado

Foto: Reprodução

 

A menos de um ano das eleições, a direita segue desunida e indecisa sobre quem irá suceder Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026. O ex-presidente foi preso no sábado (22/11), sem apadrinhar um nome.

 

Nos bastidores, várias possibilidades são levantadas, mas ainda não há consenso. Pelo menos dois aliados do ex-chefe do Executivo já lançaram pré-candidaturas independentes: o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). Entretanto, nenhuma foi, de fato, abraçada pelo bolsonarismo até o momento.

 

O nome mais cotado era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), porém, o ex-presidente não chegou a formalizar apoio ao aliado. Freitas também segue indeciso se deve ou não disputar o Planalto no próximo ano. A avaliação de pessoas próximas é de que ele não quer deixar uma reeleição dada como certa no governo de São Paulo para saltar para uma eleição sem garantias.

 

Nessa sexta-feira (28/11), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), antes um dos mais críticos ao nome de Tarcísio, chegou a fazer um aceno ao governador. O filho do ex-presidente garantiu que, se for para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está disposto a apoiar Freitas.

 

“Onde o Lula estiver de um lado, eu estarei do outro […]. Se o Tarcísio for este candidato, a gente vai acabar falando, sim, de Tarcísio de Freitas”, afirmou o deputado.

 

Em uma possível disputa, Tarcísio também contaria com dois aliados importantes do Centrão: o presidente do Partido Social Democrático (PSD) e o presidente do Partido Progressistas (PP), que já defenderam o nome republicano publicamente em diversas ocasiões.

 

Mesmo diante de todos esses fatores favoráveis para o paulistano, nem o Partido Liberal (PL) nem o bolsonarismo bateram o martelo sobre se devem ou não apoiar Tarcísio na disputa pelo cargo mais alto da República no próximo ano.

 

Indefinição de chapa eleitoral

 

Segundo apurou o Metrópoles, após a prisão do ex-mandatário iniciou-se forte articulação dentro do PL em torno do nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para disputar como vice em uma possível chapa com o governador de São Paulo. Ela, inclusive, já estaria inclinada à ideia.

 

Entretanto, após uma reunião de emergência da ala bolsonarista seguida da prisão de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu o protagonismo e foi eleito o porta-voz do pai. Para parte do PL, os filhos são sucessores naturais na ausência do pai. Dessa forma, Flávio é quem deve assumir como vice, eventualmente, na chapa ensaiada pelo PL.

 

Estratégias incertas

 

Na última semana, durante uma agenda em Cuiabá (MT), Zema defendeu que a direita tenha vários candidatos, o que não significa desunião, mas sim estratégia.

 

“Tenho dito que a direita terá alguns candidatos em 2026, e isso não significa que ela esteja dividida, que ela esteja fracionada. A direita tem governadores muito bem avaliados, que têm condição de trazer mais votos cada um no seu estado do que um nome único que venha a trabalhar pela direita. E nós estaremos, sim, unidos no segundo turno. Nos damos muito bem, eu e os governadores de direita estamos sempre conversando, sempre dialogando e sabemos que aquele nome que passar para o segundo turno terá o apoio dos demais. Então, a eleição de 2026, muito provavelmente, terá esse cenário”, afirmou o político mineiro.

 

Com informações do Metrópoles

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

VÍDEOS

MAIS LIDAS

1

Ex-prefeito Hildo Hacker segue com direitos políticos suspensos

1

A partir de 2025, vereadores do Recife vão receber até R$ 37,8 mil em salário e “penduricalhos”

1

Já diz o ditado: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”

1

Miguel Coelho firma compromisso por hospital regional em Ipojuca

1

“Serei a senadora das mulheres, da educação, da cultura, do emprego e oportunidade”

A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

 

Contato: renata@blogdarenata.com.br

VÍDEOS

MAIS LIDAS

1

Ex-prefeito Hildo Hacker segue com direitos políticos suspensos

1

A partir de 2025, vereadores do Recife vão receber até R$ 37,8 mil em salário e “penduricalhos”

1

Já diz o ditado: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”

1

Miguel Coelho firma compromisso por hospital regional em Ipojuca

1

“Serei a senadora das mulheres, da educação, da cultura, do emprego e oportunidade”