
Apesar de não exercer mais mandato parlamentar, o chefão nacional do PSB, João Campos, é uma das principais vozes no debate com lideranças da Câmara, a começar pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre regular os algoritmos que definem a entrega de conteúdo em plataformas digitais como Instagram, WhatsApp e Facebook, da Meta, X (antigo Twitter), TikTok e Google durante campanhas eleitorais. Ex-prefeito do Recife, ele foi derrotado pela governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa estadual em Pernambuco.
A iniciativa de Campos vai ao encontro de uma queixa constante de porta-vozes da esquerda nas últimas eleições sobre um possível tratamento privilegiado das big techs à direita na distribuição de postagens. Segundo a reclamação, postulantes do campo de Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição presidencial por Lula, alcançavam níveis de engajamento (visualizações, curtidas, comentários e republicações) desproporcionalmente superiores aos de nomes da esquerda, mesmo aqueles conhecidos por ter desempenho positivo nas redes sociais.
Dois dias antes do segundo turno da eleição presidencial, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, chegou a determinar que a Meta e o X apresentassem, a cada seis horas, relatórios sobre o alcance das publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal, aliados de Flávio Bolsonaro.
Cueva atendeu parcialmente a um pedido da coligação de Lula argumentando que Nikolas e Marçal teriam utilizado as redes sociais para inflar o presidenciável do PL com desinformação e o suposto viés de de favorecimento das plataformas à direita.
*Da Veja







