
Segundo o g1 apurou, a investigação sobre a trama golpista caminha para um desfecho na PF. Os materiais apreendidos na quinta, como celulares e computadores, seguiram para análise da perícia, a etapa final, segundo investigadores.
A apuração remonta à abertura do inquérito dos atos antidemocráticos, em abril de 2020, conforme um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na ocasião, apoiadores de Bolsonaro haviam feito manifestações que pleiteavam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em junho de 2021, a PGR, sob o comando de Augusto Aras, pediu ao relator do inquérito no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, o arquivamento dessa investigação, com o argumento de que não havia achado provas contra os parlamentares investigados até ali.
Moraes arquivou o inquérito, mas abriu um novo, com o objetivo de apurar a atuação de grupos organizados que atacavam as instituições democráticas pela internet — justamente o chamado “inquérito das milícias digitais”.
Sigilo telemático
Em agosto de 2021, Bolsonaro divulgou, em redes sociais, trechos de um inquérito sigiloso da PF que apurava um ataque hacker aos sistemas do TSE, registrado três anos antes.
A invasão hacker não havia causado prejuízos às eleições, pois se limitou aos sistemas administrativos do tribunal. Mesmo assim, o ex-presidente tentou usá-la para descredibilizar a Justiça Eleitoral.
Com informações do G1











