
O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Keko do Armazém, reagiu às críticas de que estaria se esquivando de ser notificado pela Procuradoria da Câmara de Vereadores, que julga as contas da prefeitura referente ao exercício de 2022. Por meio de nota divulgada pela sua assessoria, o ex-gestor esclareceu que estas mesmas contas já foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e classificou a movimentação do Legislativo como “perseguição política”.
“Qualquer decisão política que contrarie o laudo técnico do TCE configura, claramente, perseguição política. A jurisprudência do TSE é firme, a Câmara perde a prerrogativa de julgamento quando ignora a decisão técnica, cabendo recurso imediato ao Judiciário”, explica a nota.
Keko comparou a prerrogativa ao que aconteceu ao atual prefeito, Lula Cabral, investigado por um suposto desvio de R$ 92 milhões, e teve suas contas reprovadas pela Câmara de Vereadores. “Porém, a Justiça, por meio do Supremo Tribunal Federal (STF), e decisão do Ministro Luiz Fux, anulou o ato, reconhecendo a incompetência do legislativo naquele julgamento e garantindo sua candidatura”, lembrou ele.
“Se a lei vale para quem tem desvios milionários sob investigação, vale ainda mais para quem teve as contas aprovadas. Confiamos na Justiça e nos órgãos competentes, não na politicagem”, finalizou.






