
As discussões sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado voltaram a dominar a reunião plenária da Alepe, realizada nesta quinta (11). Os discursos dos deputados ocorreram pela manhã, antes dos votos que definiram, a pouco, o resultado do julgamento na Primeira Turma do STF.
O deputado João Paulo (PT) elogiou as decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino pela condenação de todos os réus. O parlamentar classificou o voto de Moraes como “histórico, rigoroso e exemplar” e o de Dino como uma decisão que “honra a justiça e fortalece a memória da democracia”.
Ele salientou a importância do STF para garantir a Constituição e proteger a democracia. “O Brasil não pode repetir o erro de 64, quando os golpistas foram anistiados e a impunidade alimentou novas aventuras autoritárias”, alertou.
Com relação ao voto do ministro Luiz Fux pela anulação do julgamento e também pela absolvição de Bolsonaro, João Paulo considerou que essa posição divergente “não afeta em nada a dignidade do STF, mas, pelo contrário, mostra a solidez institucional da corte, que comporta divergências sem que isso abale seu papel fundamental”.
A deputada Dani Portela (PSOL) também se alinhou à posição de que os atos dos réus e as manifestações na frente dos quartéis foram evidências de uma tentativa de golpe de estado. “O que culmina no 8 de janeiro não foi aleatório, foi o resultado de uma ação que vinha sendo planejada há anos”, salientou.
Dani também se opôs ao voto do Ministro da primeira turma do STF Luiz Fux. Para ela, o voto do ministro quis descaracterizar a gravidade dos atos de Bolsonaro. “Se esse golpe tivesse sido bem sucedido, eu nem estaria aqui nesta tribuna, as casas legislativas seriam fechadas e o ministro Fux não teria a oportunidade de votar ontem”, afirmou.
Já o deputado Coronel Alberto Feitosa(PL) voltou a enaltecer o voto do ministro Luiz Fux, como fez na reunião de quarta (10). O parlamentar citou diversos pontos do voto do ministro, entre eles o entendimento acerca da incompetência do Supremo para julgar o processo.
O deputado considerou o julgamento uma “perseguição política”. “É uma ação orquestrada com o objetivo de afastar Bolsonaro das eleições. Porque sabem que, se ele for às urnas em 2026, será vencedor, seja contra Lula ou qualquer nome da esquerda”, avaliou. Coronel Alberto Feitosa afirmou, ainda, não ter dúvidas de que o julgamento será anulado.
*Com informações da Alepe











