
Mais da metade do US$ 1,11 bilhão (o equivalente a R$ 5,75 bilhões) anunciado pela presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, na sigla em inglês), Dilma Rousseff, para ajudar na reconstrução do Rio Grande do Sul já estava acertada em contratos assinados pela instituição com o governo brasileiro de 2020 a 2023 e foram apenas realocados. O modelo adotado para os repasses é anterior à sua gestão.
O montante faz parte de projetos assinados entre o chamado banco dos Brics com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).
Esses US$ 620 milhões poderão ser repassados de forma mais rápida às 3 instituições financeiras. Isso porque, de acordo com o NDB, os valores agora alocados para o Rio Grande do Sul ainda não haviam sido incluídos em projetos específicos pelas instituições brasileiras. Por isso, houve flexibilização para destinar o dinheiro ao Estado.
Integrantes do governo Bolsonaro alegam que os US$ 250 milhões citados foram aprovados durante o governo anterior. O valor, no entanto, é parte de um contrato com o BNDES, aprovado pelo banco multilateral em 2020, mas só referendado pelo Senado brasileiro em 2023, já durante o governo Lula. Nesses casos, a operação depende diretamente de o Palácio do Planalto colocar seus aliados para votar a favor desse tipo de empréstimo.
Há ainda uma nova linha de crédito, no valor de US$ 295 milhões, para o BRDE que está em tramitação final e deve ser concluída nas próximas semanas. Por causa do trâmite, esse dinheiro deverá demorar mais para ser repassado.
O único montante novo de fato são os US$ 200 milhões que Dilma informou que serão repassados pela instituição diretamente ao governo do Rio Grande do Sul. A liberação do dinheiro, no entanto, depende da preparação de projetos e, por isso, também irá demorar para chegar de fato aos gaúchos.
Com informações do Poder360











